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Seminário ressalta história do CEEL em sessão comemorativa dos seus 10 anos
12.03.2014O aniversário de 10 anos do Centro de Estudos em Educação e Linguagem (CEEL) é parte especial da programação do VI Seminário de Estudos em Educação e Linguagem. Para marcar a data, uma sessão comemorativa foi realizada na noite da última terça-feira (11), no Teatro Guararapes, com uma retrospectiva apresentada pela Professora Eliana Borges Albuquerque, acompanhada dos depoimentos da Coordenadora do Comitê Institucional de Formação Docente, Maria Luísa Aléssio, e da Professora Titular da UFPE, Licia de Souza Leão Maia.
“O CEEL se tornou ao longo desses 10 anos, além de um grande centro de formação e pesquisa em educação e linguagem, um centro de integração entre diversos departamentos da Universidade Federal de Pernambuco, além de universidades, Governo Federal, Secretarias de Educação Municipais e Estaduais”, observou Licia de Souza Leão. Ainda de acordo com a Professora, o CEEL é hoje uma referência nacional na elevação da qualidade do Ensino, não apenas no Ensino Básico, Fundamental ou Médio, mas também na Formação Acadêmica dos futuros professores, sejam eles estudantes de Graduação ou de Pós-Graduação.
O Centro de Estudos em Educação e Linguagem é um núcleo de pesquisa e extensão voltado para a melhoria da formação docente, que trabalha na organização e promoção de cursos e ações, e no planejamento de propostas curriculares, avaliações de rede, produção de livros, vídeos e jogos didáticos, além de prestar assessoria a secretarias de educação e participar de programas de avaliação e produção de material didático, de eventos científicos, e integra programas em âmbito nacional, a exemplo do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa.
É composto hoje por uma equipe de professores da graduação e pós-graduação, além de alunos envolvidos com formação e pesquisa na área de Educação, Linguagem e Ensino de Língua Materna, compreendendo formadores e pesquisadores vinculados a diferentes universidades do país, entre elas: UFPE,UFRPE, UFPB, UFRN e UFRJ.
Início do segundo dia do Seminário traz colaboração e trocas entre professores nos relatos de experiência
12.03.2014A manhã desta quarta-feira (12) foi de colaboração e trocas de conhecimento entre os participantes do VI Seminário de Estudos em Educação e Linguagem. Com temas ligados à educação no campo, formação de professores, direitos de aprendizagem, interdisciplinaridade, alfabetização, leitura, escrita, jogos e brincadeiras, os 10 relatos de experiências docentes provocaram discussões importantes, sobretudo em relação à vivência dos professores nas formações do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa.
Na mesa “Formação de professores e direitos de aprendizagem” – com os relatos sobre alfabetização, leitura e ludicidade nas turmas do 1° ano de Maceió, da Professora Ana Paula Oliveira; desafios e conquistas do professor alfabetizador, das Professoras de Caruaru, Dayse Karina Patriota, Dayse Katharina Ferreira, Débora Brainer e Rosângela Silva; e experiências exitosas no direito à aprendizagem, da professora de Arapiraca, Lucicleide da Silva – o sentimento era de socialização e motivação entre os professores.
“O Pacto pela Alfabetização na Idade Certa veio para nortear o caminho do professor, proporcionando – por exemplo - orientações sobre o processo avaliativo, o ambiente alfabetizador e as rotinas”, ressaltou Dayse Katharina. De acordo com a educadora, o Pacto mostrou a importância da avaliação diagnóstica (com o registro das hipóteses) para se desafiar, de maneira mais efetiva, as crianças a adquirirem novos conhecimentos.
Para a Professora Lucicleide da Silva, o Pacto trouxe mais planejamento e socialização, além de trazer uma reflexão sobre a importância da integração do programa com as propostas curriculares dos municípios. “Ainda que falte compromisso de alguns professores com o uso dos materiais e das dificuldades de outros com o manuseio do SISPacto, o Pacto fez com que ‘os livros saíssem das caixas’ para a maioria e já mostra resultados com os avanços dos alunos”, observou.
Sobre a ludicidade da qual falou a professora Ana Paula Oliveira, a formadora do Pacto pela Alfabetização na Idade Certa, Ana Cristina Gomes da Silva destacou que é preciso quebrar os paradigmas a respeito do marco divisório entre ensino infantil e fundamental. “Eles devem ser trabalhados de maneira articulada nas suas propostas curriculares”, concluiu.
Políticas públicas em debate na primeira mesa do VI Seminário de Estudos em Educação e Linguagem
11.03.2014
Foto: Marcos Roberto
A mesa temática que iniciou o VI Seminário de Estudos em Educação e Linguagem, intitulada “Políticas públicas de formação de professores alfabetizadores”, teve como palestrantes a coordenadora de formação de Professores do MEC, Mirna Araújo; a Diretora do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale) da UFMG, Isabel Cristina Alves da Silva Frade; e a professora e coordenadora do CEEL, Telma Ferraz Leal.
A coordenadora Mirna Araújo enfatizou, na sua palestra, os cursos que a Secretaria de Educação Básica (SEAB) do MEC oferece, incluindo formação de professores, educação em tempo integral, gestão educacional, gestão escolar e tecnologias. Além disso, expôs metas e dados importantes do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, através do SISPacto, destacando os mais de 300 mil professores que receberam formação, nove milhões de alunos beneficiados pelo programa e os 420 milhões em pagamentos de bolsa.
Ressaltou a enorme satisfação observada nos professores alfabetizadores em relação aos materiais de formação do Pacto e à qualidade dos seus conteúdos, mas também afirmou que os resultados das formações não são de curto prazo e que ainda há desafios que o MEC e todos os envolvidos (Secretarias, escolas e universidades) vêm trabalhando para solucionar, a exemplo da entrega dos kits. “Além disso, estamos nos preparando para oferecer uma política pública de formação continuada, e não apenas inicial”, afirmou.
A Professora Isabel Cristina Alves da Silva Frade, por sua vez, fez uma reflexão sobre o alcance de algumas políticas públicas, reforçando a importância da formação continuada e o retorno positivo dos professores em relação ao Pacto. “Muitos afirmaram que o Pacto deu ânimo ao trabalho, legitimando e valorizando suas práticas. Nesse contexto, a formação continuada se torna essencial pelos próprios desafios que a sala de aula e os próprios fins da educação propõem”, disse.
Por fim, a apresentação da coordenadora do CEEL, Telma Leal, trouxe à tona a nossa recente história em termos de políticas públicas voltadas para a Educação Básica, destacando, a partir das suas pesquisas, o verdadeiro papel do formador e a importância de se respeitar autonomia dos professores. “Formador tem o papel de facilitar, de dividir conhecimentos; mas os professores devem ser valorizados em seus saberes e suas práticas”, destacou.
União de esforços entre governo, universidades e professores marcam abertura de Seminário
11.03.2014Teve início na manhã desta terça-feira (11), no Teatro Guararapes (Centro de Convenções de Pernambuco), em Olinda, o VI Seminário de Estudos em Educação e Linguagem, uma promoção do CEEL/UFPE, em parceria com o Ministério da Educação (MEC). O Cortejo Poético, da Secretaria de Educação de Paulista, abriu a solenidade, que contou com a participação de representantes do Governo Federal, Universidades e Secretarias Estaduais e Municipais de Educação na sua mesa de abertura. O tom entusiasta pela união de esforços dos envolvidos em prol da Educação, o posicionamento crítico diante das dificuldades e a valorização do professor e das universidades marcaram a solenidade.
O reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Anísio Brasileiro, ressaltou a importância do encontro para se fomentar políticas públicas pela Educação Básica no País. “O ensino nas escolas e a atuação dos professores ganham força quando associados às pesquisas, ações e conhecimentos das universidades”, destacou. Já a coordenadora de formação de Professores do MEC, Mirna Araújo, chamou atenção para o papel da formação continuada no ensino, afirmando ser este um dos desafios atuais do Governo Federal, adiantando que virão novidades.
Os participantes e a organização do evento, na figura do ator e mestre de cerimônias Adriano Cabral, encerraram a solenidade de abertura cantando Parabéns ao CEEL, em comemoração ao seu 10° aniversário, assim como às cidades de Recife e Olinda (que completam 477 e 479 anos, respectivamente, nesta quarta-feira, 12). A programação do seminário, seguiu com a mesa temática: “Políticas públicas de formação de professores alfabetizadores”, com a participação de Mirna Araújo (MEC); a Diretora do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale) da UFMG, Isabel Cristina Alves da Silva Frade; e a professora e coordenadora do CEEL, Telma Ferraz Leal.
À tarde, o Seminário apresenta outras mesas temáticas, além de oficinas e sessão comemorativa dos 10 anos de aniversário do CEEL. O evento segue até quinta-feira (13), reunindo cerca de 2 mil participantes de 19 estados brasileiros, entre professores, pesquisadores e estudantes de Pedagogia (graduação e pós graduação) e áreas afins.